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Governo japonês e empresas de alimentos discutem disrupções no fornecimento de materiais
O governo japonês e a indústria de alimentos discutem maneiras de lidar com o impacto da situação no Irã. Alguns fabricantes de alimentos mudaram suas embalagens porque enfrentam disrupções no fornecimento de tinta e de outros materiais derivados da nafta.
Na quarta-feira, os Ministérios da Agricultura, Silvicultura e Pesca e da Economia organizaram a primeira reunião sobre o assunto. Representantes dos setores de alimentação, varejo e de bares e restaurantes participaram do encontro.
O ministro da Agricultura, Suzuki Norikazu, disse: “Esperamos que esta reunião permita o compartilhamento de informações para ajudar na continuidade das operações e no cumprimento da responsabilidade de garantia de um suprimento estável de alimentos com o governo”.
Autoridades governamentais observaram que a falta de informações sobre tinta e outros itens químicos derivados da nafta está obstruindo uma ampla gama de atividades econômicas.
Disseram que pode haver gargalos nas cadeias de suprimentos e que os escritórios regionais do Ministério da Agricultura conduziriam investigações quando necessário.
O governo japonês planeja realizar as reuniões de compartilhamento de informações uma ou duas vezes por mês.

Japão mira ampliar parceria econômica com o Brasil
O embaixador do Japão no Brasil afirmou que a relação entre os países vive fase de expansão, impulsionada pela busca japonesa por segurança econômica e cadeias de suprimentos mais resilientes, elevando a importância do Brasil.
Segundo o Poder360, o interesse inclui minerais críticos, como terras raras e lítio, além da abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira, em meio à reorganização global e busca por maior diversificação de fornecedores.
A estratégia japonesa considera fatores como neutralidade de carbono, uso industrial e estabilidade de longo prazo, com acordos que também preveem cooperação tecnológica e formação de mão de obra para garantir o fornecimento estratégico

Japão quer aumentar presença de empresas no Brasil
O Japão pretende aumentar a presença de suas empresas no Brasil, fomentando empregos de qualidade e alta performance. Foi o que assegurou o Embaixador japonês Yasushi Noguchi, que nesta quarta-feira, 4, reuniu-se com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP).
Noguchi também destacou a importância do Brasil para a exportação de terras raras para o Japão. Segundo ele, parcerias nesta área estão sendo firmadas principalmente no Estado de Goiás. Outra vertente em crescimento, apontou, é a cooperação entre os dois países em biocombustíveis e veículos híbridos.
“O Japão quer apoiar os investimentos no Brasil e desenvolver em conjunto tecnologias ambientalmente sustentáveis. Também estamos buscando uma aproximação com o MERCOSUL por meio de uma Parceria Estratégica que poderá, no futuro, resultar em um acordo de livre comércio”, explicou o Embaixador.
Na oportunidade, Luiz Philippe aceitou convite para integrar o Grupo de Amizade Brasil-Japão, que trabalha em conjunto com os parlamentares japoneses na identificação de pautas e projetos relevantes para os dois países e na discussão da geopolítica global.
Segundo ele, “o Japão é um parceiro histórico do Brasil, com quem devemos aprofundar cada vez mais a cooperação e os acordos, sobretudo em temas de alta tecnologia”, defendeu o deputado. O presidente da CREDN também reconheceu o papel central que o Japão desempenha em termos geopolíticos, na região da Ásia-Pacífico.


